Criatividade sem Fronteiras – Inclusão e Acessibilidade na Arte, “Revolution, Hope, Imagination”
No âmbito da 8.ª edição do evento Revolution, Hope, Imagination, que decorreu em Loulé entre os dias 7 e 12 de maio, em parceria com o Município de Loulé, realizou-se, no dia 8 de maio, no auditório JAM da Escola Secundária de Loulé, a palestra “Criatividade sem Fronteiras – Inclusão e Acessibilidade na Arte”, em colaboração com a Biblioteca Escolar.

Esta iniciativa foi dedicada à reflexão sobre a forma como a cultura e as artes podem constituir instrumentos de inclusão social, promovendo a tolerância através da criação de espaços onde todas as vozes são ouvidas e valorizadas, independentemente da sua origem, capacidade ou estatuto social. Durante a sessão, foram abordados temas como a acessibilidade cultural enquanto direito humano fundamental; a arte criada por e para comunidades marginalizadas; a inclusão como princípio de tolerância prática; e a promoção de oportunidades iguais para artistas com diferentes percursos e contextos.
Um dos oradores convidados foi Vasco Guia de Abreu, Coordenador de Comunicação e Sensibilização da SCIAENA, associação sediada na Universidade do Algarve, onde desempenha funções de voluntário e colaborador desde 2006. A missão da SCIAENA passa pela promoção da melhoria do ambiente marinho, incentivando a sustentabilidade no setor das pescas e noutras formas de exploração de recursos, bem como pela minimização dos impactos da poluição, através do conhecimento, da educação, da comunicação e da intervenção política.
Durante a sua intervenção, Vasco Guia de Abreu apresentou exemplos de atividades e projetos desenvolvidos pela associação, nomeadamente iniciativas ligadas à arte como forma de promover um ambiente marinho saudável e uma população mais informada e envolvida na sua conservação. Em particular, destacou o festival Marmotto, que decorre anualmente em Faro.
A outra oradora, Cláudia Sousa, que participou por videoconferência a partir do Funchal, desempenha funções como Técnica de Comunicação, desde 2025, na Dançando com a Diferença (DcD). A DcD é uma companhia portuguesa de dança contemporânea profissional, reconhecida pela sua inovação artística, excelência técnica e promoção da diversidade corporal. Desde a sua fundação, na Madeira, em 2001, a companhia tem afirmado a importância do Corpo Não Normativo/Corpo Dissidente nos palcos nacionais e internacionais.
A companhia promove a literacia artística, a inclusão cultural e o desenvolvimento pessoal e profissional dos seus intérpretes. Sob a direção artística de Henrique Amoedo, a DcD combina criação artística, investigação e ação educativa, desenvolvendo projetos estruturados com impacto social e cultural em Portugal e no estrangeiro, com o objetivo de reforçar a coesão social, o diálogo intergeracional e a democratização do acesso à arte.

No final da sessão, os alunos das turmas participantes tiveram oportunidade de dialogar com os convidados sobre os projetos apresentados, colocando questões, esclarecendo dúvidas e partilhando ideias e reflexões.
Texto e imagens de:
Lina Campos
Professora de Matemática| Professora da Equipa da Equipa da Biblioteca Escolar
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