Bússola Estudantil

Jornal escolar da Escola Secundária de Loulé

“O Dia da Mulher não se resume a flores e chocolates” [2]

Ao contrário da ideia criada pela sociedade consumista em que vivemos, o Dia da Mulher não se resume a flores e chocolates.

O Dia da Mulher existe para louvar as mulheres incrivelmente corajosas que nos antecederam e que mudaram o mundo. É um dia para honrar todas as mulheres que não desistiram das suas ideias, que lutaram pelas suas convicções, e que usaram a sua voz para nos dar voz.

É sobre glorificar Joana D’Arc – a rapariga que morreu queimada na fogueira, aos 19 anos, por liderar o exército francês e pôr fim à Guerra dos Cem Anos.

É sobre continuar a transmitir, de geração em geração, a história de Carolina Beatriz Ângelo – a primeira mulher portuguesa a votar e pioneira na medicina.

É sobre reconhecer Marion Donovan, Mary Anderson, Margaret Knight e Ada Harris como inventoras da fralda descartável, limpa para-brisas, saco de papel quadrado e do alisador de cabelo, respetivamente – invenções que, no seu tempo, foram roubadas e associadas a homens. 

É sobre atribuir os respetivos prémios Nobel a Rosalind Franklin, Lise Meitner e Esther Lederberg, responsáveis pelas descobertas da estrutura do ADN, da divisão de átomos e da genética macrobiana.

É sobre contar a história de Hatshepsut – a primeira mulher faraó, cujas provas da sua existência e do seu notável contributo para o estabelecimento do Egito foram, aquando da sua morte, completamente destruídas pelo próprio filho.

Dia 8 de março é também o dia de aplaudir as nossas heroínas contemporâneas.

É sobre relembrar o altruísmo de Malala que levou um tiro na cabeça para que as raparigas paquistanesas pudessem estudar e é sobre ouvir, mais do que nunca, Greta Thunberg, a ativista que começou o movimento das greves estudantis pelo clima, a protestar, sozinha, todas as sextas-feiras em frente ao parlamento sueco.

O Dia da Mulher é, assim, um dia que não deve passar em branco. É uma data que nos mostra que, por mais obstáculos e limitações arbitrárias que possamos encontrar no nosso caminho, devemos lutar, sem hesitar, por aquilo em que acreditamos. Acima de tudo, o Dia da Mulher inspira-nos a inspirar. 

Obrigada a todas as mulheres que vieram antes de mim, que lutaram pela nossa liberdade de expressão, opinião e pelo acesso à educação, e que, por isso, me permitiram escrever e assinar este artigo.

Feliz Dia da Mulher.

Autora: Laura Orge dos Santos, aluna da turma 12ºH.

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