Filhos da Liberdade

O termo “liberdade” pode ser definido como o direito de agir, falar e pensar da maneira que se quiser. Também pode ser interpretado como uma situação onde o indivíduo não se encontra preso ou escravizado. No entanto, no conto “George”, Maria Judite de Carvalho apresenta uma terceira definição.
Para George, a protagonista do conto, a liberdade significa ser senhora de si mesma; estar disponível a qualquer hora e não ter nada que a atrase. Pode partir para qualquer lado, quando quiser, sem que nada a atrase.
Por outro lado, os seus pais não compreendem esse desejo. Para eles o conforto e familiaridade do seu lar é suficiente para ser feliz. A liberdade como é descrita por George não é necessária.
Estou de acordo com o ponto de vista de George. Embora o conforto e a familiaridade sejam algo necessário, viver nessa zona nunca levará a sociedade a chegar mais além. Um excelente exemplo disto é a fundação dos Estados Unidos da América. Durante o século XVIII, este país era apenas um conjunto de treze colónias que se encontravam sob o poder britânico. Foi o desejo de liberdade, fome por mais, que levou um pequeno grupo de homens a lutar pela independência. Eles não estavam felizes com a sua situação e foi através da sua decisão de não se conformar com ela que os Estados Unidos se tornaram num país livre em 1776. Assim, esses homens (entre eles Benjamin Franklin e Gorge Washington) ficaram conhecidos como os “Filhos da Liberdade”.
Esta não foi a única ocasião em que um evento deste tipo aconteceu. No dia 25 de abril de 1974, o desejo de liberdade criou a Revolução dos Cravos, que acabou com o salazarismo em Portugal.
É por estes motivos que o desejo de obter mais, de não aceitar ser obstruído por nada é a escolha correta. Sem isso, a nossa sociedade nunca teria chegado ao lugar onde está hoje. Devemos ser sempre os filhos da nossa liberdade.
Autora: Madalena Tenera, aluna da turma D do 12.º ano
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