Bússola Estudantil

Jornal escolar da Escola Secundária de Loulé

A Verdade por Trás do Chat GPT

“O Chat GPT não é o novo “Google”, (…) não é super inteligente, (…) não é como um humano.” Foi desta forma que João Gabriel Ribeiro começou o seu debate sobre inteligência artificial, em que, ao invés de nos dizer o que esta plataforma é, optou por nos dizer o que ela não é.

 Abertura do debate

Quando este jornalista foi pesquisar o seu nome no Chat GPT, este deu-lhe um currículo que “deixaria qualquer um ciumento”. João Ribeiro tinha trabalhado para os melhores jornais portugueses, e é cofundador do Shifter. Mas só parte disto é verdade. João Gabriel Ribeiro nunca trabalhou para grandes jornais, mas foi o cofundador do Shifter que é uma revista dedicada à reflexão e crítica sobre tecnologia, sociedade e cultura, cuja missão é ajudar a compreender melhor um mundo em constante mudança. 

Esta foi uma das primeiras lições que aprendemos sobre o Chat GPT. Não duvida, nem nos deixa duvidar. Não nos dá as referências, não nos dá opções e se precisar de inventar, inventa. Sim, é verdade, se lhe pedirmos fontes ele é capaz de listar uma série de links e edições de jornais, mas o problema é que grande parte destes acabam por nem existir. Por exemplo, este jornalista afirmou ter passado horas e horas à procura de uma edição de um jornal de 1990 que afinal nem existia.

Como funciona o chat GPT?

Para melhor compreendermos o porquê de este chat ser tão imperfeito e deficitário João explicou-nos como funciona o chat GPT: para conseguir gerar informações que lhe pedimos, este software recorre a um vasto banco de textos disponíveis na Internet, o que inclui artigos, notícias e até mesmo publicações do Twitter e Instagram. Melhor dizendo, todo o conhecimento precisa de ser codificado e carregado para a base de dados da plataforma, basicamente “O chat GPT apenas possui o conhecimento que o humano codificou e lhe entregou” como João nos disse. Com esta base de dados e com o fornecimento do nosso “prompt” este I.A constrói frases através de uma série de cálculos de probabilidade para determinar a próxima letra. Assim, letra a letra ele é capaz de construir frases e textos. Lembrando sempre que um dos maiores problemas será sempre a quantidade de erros ortográficos e gramaticais que este bot comete.

Introdução ao Shifter

Tal como foi referido por outros convidados da Sessão de Abertura, durante a sua apresentação, João reforçou a necessidade do pensamento crítico, não só como atributo fulcral dos jovens jornalistas (por exemplo, no combate à desinformação) como também de todo o bom cidadão. 

Explicação do S.I.F.T.

No final, João Ribeiro deu-nos uma lista de coisas a fazer depois de encontrarmos uma notícia, gerada por inteligência artificial ou não. Chama-se S.I.F.T.: Stop (para); Investigate the source (investiga a fonte); Find better coverage (procura fontes mais credíveis); Trace clames, quotes and media to the original context (encontra o conteúdo original).

Autores do texto: Carolina Guerreiro, Ema Sousa, Julia Whitelaw e Laura

Autores das fotografias: Lucília Pires e Ema Sousa

Loading

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *