{"id":820,"date":"2021-08-07T17:41:57","date_gmt":"2021-08-07T17:41:57","guid":{"rendered":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/?p=820"},"modified":"2021-08-12T11:09:53","modified_gmt":"2021-08-12T11:09:53","slug":"qual-e-a-minha-posicao-em-relacao-a-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/blog\/2021\/08\/07\/qual-e-a-minha-posicao-em-relacao-a-deus\/","title":{"rendered":"Qual \u00e9 a minha posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a Deus?"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-verse\"><em>Texto de <strong>Leonor Reis<\/strong> da turma H do 11\u00ba ano, <\/em>\n<em>produzido no \u00e2mbito da disciplina de Filosofia, <\/em>\n<em>ministrada pelo professor H\u00e9lder Louren\u00e7o.<\/em><\/pre>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia ou n\u00e3o exist\u00eancia de Deus, um ser superior, sempre foi um tema bastante debatido e dif\u00edcil de encontrar uma resposta, visto que se trata de um assunto maioritariamente racional, vindo das cren\u00e7as de cada um, onde as solu\u00e7\u00f5es apenas se encontram no intelig\u00edvel. Ao longo dos s\u00e9culos v\u00e1rios fil\u00f3sofos defenderam ou n\u00e3o a exist\u00eancia de um Deus. A meu ver, Deus existe. Neste ensaio irei mostrar algumas teses e respetivas obje\u00e7\u00f5es assim como a minha posi\u00e7\u00e3o a cada uma delas.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Comecemos pelo argumento teol\u00f3gico de William Paley. Este argumento, \u00e0 posteriori e a favor da exist\u00eancia de Deus, dita: As m\u00e1quinas s\u00e3o criadas por seres inteligentes. O universo assemelha-se a uma m\u00e1quina. Provavelmente, o universo foi criado por um des\u00edgnio inteligente. Logo, o universo foi criado por Deus. A meu ver, este argumento tem uma vertente verdadeira, por outro lado, \u00e9 falso. A beleza, a complexidade, a ordem e o aparente n\u00e3o podem ser simplesmente causados por processos naturais e insensatos. No entanto, n\u00e3o concordo que Deus, sendo ele relojoeiro, mude o mundo a seu pr\u00f3prio proveito. Vendo algumas obje\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 um argumento por analogia e de pretens\u00f5es, de modo que ser\u00e1 pouco consistente\u201d. Concordo, o que n\u00e3o anula o facto de achar verdadeiro. H\u00e1 diversas \u00e1reas de estudos que a ci\u00eancia n\u00e3o conseguir\u00e1 concluir. Por exemplo, n\u00e3o ter\u00e1 sido Deus quem fez ocorrer o fen\u00f3meno do Big Bang? Muitas das teorias que ouvimos e acreditamos, tal como anteriormente o Big Bang, s\u00e3o teorias que, ainda que apoiadas por muitas pessoas, se encontram ainda muito pouco desenvolvidas e ainda muito longe de estarem suficientemente estruturadas. \u201cPode ser uma m\u00e1quina, mas n\u00e3o quer dizer que seja criado por Deus\u201d. Sendo eu crente de Deus, acredito em todas as suas caracter\u00edsticas e poderes divinais, que podem existir como forma de pessoa, forma de esp\u00edrito, forma de minhoca ou de elefante. Uma m\u00e1quina, sendo ela o universo, cheio de complexidade e de vida, s\u00f3 pode ser criada por algu\u00e9m superior e sobrenatural. Ou seja, s\u00f3 pode ser criada por Deus, independentemente da sua forma.&nbsp;<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos o argumento cosmol\u00f3gico, um argumento de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino (s\u00e9c. XIII). Trata-se da quest\u00e3o emp\u00edrica: Por que raz\u00e3o existe alguma coisa?&nbsp; Tudo foi causado por algo anterior. Como sabemos que o universo existe, sabemos que algo provocou o universo. Por\u00e9m, essas progressivas causas n\u00e3o podem ser infinitas. Logo, Deus \u00e9 a primeira causa incausada. Concordo com este argumento, apesar de se verificar um pouco a peti\u00e7\u00e3o de princ\u00edpio em rela\u00e7\u00e3o ao argumento teol\u00f3gico. Eis algumas obje\u00e7\u00f5es ao argumento: \u201cSe tudo tem uma cria\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3rio com a conclus\u00e3o ao dizer que Deus n\u00e3o tem.\u201d e \u201cDefende simultaneamente uma causa causada e uma n\u00e3o causada.\u201d Tudo \u00e9 causado por algo, j\u00e1 que n\u00e3o t\u00eam um poder para se criarem por si mesmos. Deus \u00e9 omnipotente, omnisciente e omnipresente, podendo ser causa de si mesmo. Referindo novamente a teoria do Big Bang, sabemos atrav\u00e9s dessa teoria que a energia e a massa que existiam estavam concentradas num \u00fanico \u00e1tomo. Quem criou esse \u00e1tomo? Deus;&nbsp; \u201cPoder\u00e3o existir apenas causas infinitas.\u201d Segundo a B\u00edblia Cat\u00f3lica, Apocalipse 22:13: \u201cEu sou o Alfa e o \u00d4mega, o Primeiro e o Derradeiro, o princ\u00edpio e o fim.\u201d Poder\u00e3o existir causas infinitas no meio, mas Deus \u00e9 a primeira causa e ser\u00e1 tamb\u00e9m a \u00faltima. \u201cMesmo que exista uma causa incausada, n\u00e3o quer dizer que seja Deus.\u201d A justifica\u00e7\u00e3o a esta obje\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma para a obje\u00e7\u00e3o do argumento teol\u00f3gico de que o universo poder\u00e1 ser uma m\u00e1quina, mas n\u00e3o quer dizer que tenha sido criado por Deus; \u201cKant diz que as causas s\u00f3 dizem respeito ao mundo sens\u00edvel, por isso n\u00e3o podemos estender as causas at\u00e9 Deus.\u201d N\u00e3o concordo, pois o mundo sens\u00edvel \u00e9 bastante limitado. O mundo \u00e9 muito mais do que sens\u00edvel e, ao dizer isso, Kant n\u00e3o est\u00e1 a querer sair da caverna e \u00e0 procura da luz (resposta) da primeira causa incausada.&nbsp;<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para terminar os argumentos a favor, temos o argumento ontol\u00f3gico de Santo Anselmo de Cantu\u00e1ria (s\u00e9c. XI). Deus existe no nosso entendimento. Se algo existe no entendimento, existe tamb\u00e9m na realidade, ent\u00e3o pode ser ainda mais grandioso. Logo, Deus existe no nosso entendimento e na realidade. Eu apoio este argumento. Encontra-se com a posi\u00e7\u00e3o de Descartes. Descartes acredita ent\u00e3o na exist\u00eancia de Deus, pois acredita num ser perfeito, que nos criou a n\u00f3s, imperfeitos, e, na nossa imperfei\u00e7\u00e3o, encontramos a perfei\u00e7\u00e3o que \u00e9 Deus. Ent\u00e3o, tal como um artista assina a sua obra, Deus assinou na nossa mente, j\u00e1 que somos a sua cria\u00e7\u00e3o. Se n\u00f3s existimos&nbsp; &#8211; penso, logo existo. &#8211; Ent\u00e3o Deus tamb\u00e9m existe. \u201cPodemos justificar a exist\u00eancia de qualquer coisa, mesmo absurda\u201d. N\u00e3o devemos pensar em coisas absurdas. Antes era absurdo o homem ir \u00e0 lua, no entanto l\u00e1 cheg\u00e1mos. Isso \u00e9 o mesmo exemplo das sereias. Todos deduzem que as sereias n\u00e3o existem, j\u00e1 que \u00e9 uma esp\u00e9cie de origem ficcional, no entanto, apenas conhecemos 10% dos oceanos e das suas esp\u00e9cies, o que n\u00e3o retira a possibilidade de haver sereias, o que para muitos \u00e9 algo absurdo. Vejamos agora o principal argumento contra a exist\u00eancia de Deus, o argumento do problema do mal. Se Deus \u00e9 omnisciente, omnipotente e sumamente bom, porque \u00e9 que h\u00e1 sofrimento? Segundo Leibniz, tem a ver com a justi\u00e7a de Deus (teodiceia), onde a dor e o sofrimento s\u00e3o uma forma de puni\u00e7\u00e3o ou prova de Deus. Na minha posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o significa uma puni\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que Deus perdoa, ap\u00f3s o nosso arrependimento, todos os nossos pecados, no entanto, diria que sim, \u00e9, em forma de prova, para ver a nossa for\u00e7a de vontade. Exemplo: com a situa\u00e7\u00e3o da Covid, muitas pessoas ficaram gravemente doentes, mas isso talvez as tenha conduzido a reavaliar os seus comportamentos e objetivos e, com a ajuda e a f\u00e9 de Deus, conseguiram melhorar e tornar-se melhores pessoas. Leibniz procura tamb\u00e9m justificar a bondade e a perfei\u00e7\u00e3o divinas, apesar da exist\u00eancia do Mal que reina no mundo. Pretende demonstrar que n\u00e3o se pode imputar a Deus os erros do mundo. Concordo com esta posi\u00e7\u00e3o. Deus, tendo todo o poder, conhecimento e presen\u00e7a, mostra o qu\u00e3o inferior somos, sendo n\u00f3s a sua cria\u00e7\u00e3o. O mal moral \u00e9 o mais grave problema, pois sup\u00f5e que se ultrapassem duas contradi\u00e7\u00f5es: a contradi\u00e7\u00e3o entre a nossa liberdade (livre-arb\u00edtrio) e a omnipot\u00eancia divina; a contradi\u00e7\u00e3o entre a omnipot\u00eancia divina e a sua infinita bondade. Deus tem, sim, todo o poder, mas n\u00e3o o usa diretamente em n\u00f3s de modo a sermos marionetes. Deus d\u00e1-nos sinais e cabe-nos a n\u00f3s, sermos distra\u00eddos e n\u00e3o os vermos ou olhar para as pequenas coisas, escolhendo o caminho do mal ou o de Deus, que est\u00e1 a falar connosco. Desse modo, Deus \u00e9 sumamente bom. Sendo Deus, tem o poder de melhorar o mundo, no entanto, tenta mostrar-se como um igual e sofrer connosco. Jesus Cristo, que para os crist\u00e3os foi Deus na Terra, morreu por toda a corrup\u00e7\u00e3o e gan\u00e2ncia dos homens. Deus \u00e9 tamb\u00e9m uma figura paternal. Como um pai presente e apoiante mostra-nos, atrav\u00e9s de v\u00e1rios sinais, o que \u00e9 o bem e o que \u00e9 o mal. No entanto, s\u00f3 n\u00f3s \u00e9 que praticamos as a\u00e7\u00f5es. \u201cMas, a exist\u00eancia do mal gratuito n\u00e3o ser\u00e1 uma evid\u00eancia de que o nosso mundo n\u00e3o \u00e9 o melhor mundo poss\u00edvel?\u201d Leibniz afirma que Deus tem raz\u00f5es para permitir a exist\u00eancia do Mal no mundo, n\u00e3o havendo, por isso, males gratuitos ou injustificados. No entanto, existe o exemplo do veado de Rowe, que retrata a exist\u00eancia de mal gratuito. O bem e o mal s\u00e3o faces da mesma moeda. Para existir o bem, tem de existir o mal, assim como existe o homem e uma mulher, o belo e o feio. Se existe Deus, existe tamb\u00e9m uma figura que representa o mal, conhecido como o Diabo. Desde o in\u00edcio dos tempos que ambos os lados tentam manifestar-se, havendo sempre uma disputa dos dois lados da balan\u00e7a. H\u00e1 uma infinidade de atos de bondade e de maldade. H\u00e1 prazer e h\u00e1 sofrimento, porque h\u00e1 vida. No momento em que o veado foi atingido, n\u00e3o sabemos o seu passado. Este animal, um animal selvagem e com intui\u00e7\u00f5es, poderia estar desorientado com a tempestade e ter-se abrigado. No entanto, continuou exposto. Nem tudo \u00e9 culpa de Deus, porque se Deus existe, tamb\u00e9m existe o Diabo e este acontecimento poder\u00e1 ter sido obra do Diabo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"757\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/teismo3-1024x757.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-836\" srcset=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/teismo3-1024x757.jpg 1024w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/teismo3-300x222.jpg 300w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/teismo3-768x568.jpg 768w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/teismo3-1536x1136.jpg 1536w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/teismo3-2048x1515.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Existe depois o argumento do apostador, onde h\u00e1 quatro resultados poss\u00edveis, de modo a minimizar as perdas e maximizar os ganhos, tal como a regra maximin. Se apostarmos na exist\u00eancia de Deus e ganharmos, ganhamos a vida eterna. O que perdemos, se apostarmos nesta op\u00e7\u00e3o, s\u00e3o alguns prazeres mundanos, muitas horas a rezar e viver as nossas vidas debaixo de uma ilus\u00e3o. Contudo, se escolhermos apostar na op\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de Deus e ganharmos, viveremos uma vida sem ilus\u00e3o e teremos a liberdade de gozar os prazeres desta vida sem medo do castigo divino. Mas, se apostarmos nesta op\u00e7\u00e3o e perdermos, perdemos pelo menos a possibilidade da vida eterna e podemos mesmo correr o risco da condena\u00e7\u00e3o eterna. Ou seja, segundo Pascal, \u00e9 melhor acreditar na exist\u00eancia de Deus. Assim, se tivermos raz\u00e3o, estaremos em posi\u00e7\u00e3o de obter a vida eterna. Se apostarmos na exist\u00eancia de Deus e n\u00e3o tivermos raz\u00e3o, n\u00e3o estaremos em posi\u00e7\u00e3o de perder tanto quanto estar\u00edamos se escolh\u00eassemos acreditar na inexist\u00eancia de Deus e n\u00e3o tiv\u00e9ssemos raz\u00e3o. Logo, se queremos maximizar os nossos ganhos poss\u00edveis e minimizar as nossas perdas poss\u00edveis, devemos acreditar na exist\u00eancia de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Termino este ensaio com a seguinte obje\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPorque \u00e9 que h\u00e1 sofrimento se Deus existe?\u201d. \u00c9 errado tentar resolver esta pergunta, porque nunca haver\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o consistente. Talvez esta seja a quest\u00e3o pela qual muitas pessoas n\u00e3o acreditam em Deus. Mas eis a minha posi\u00e7\u00e3o sobre esta pergunta:&nbsp; Deus \u00e9 criador de todo o nosso mundo.&nbsp;Sendo o Mundo e, n\u00f3s mesmos, criaturas de Deus, temos fragilidades, pelo simples facto de sermos cria\u00e7\u00e3o. A vida tem nela a condi\u00e7\u00e3o de sofrimento. Todos n\u00f3s temos obst\u00e1culos e fraquezas que s\u00e3o apenas nossas, n\u00e3o de Deus. O que poderemos fazer? Podemos ter f\u00e9 Nele. E ser\u00e1 que a f\u00e9 elimina o sofrimento? N\u00e3o. N\u00e3o tira o sofrimento, mas d\u00e1 sentido \u00e0 nossa vida. Jesus Cristo, filho de Deus, \u00e9 um grande exemplo disso. Morreu e sofreu na Cruz, mas foi salvo pela f\u00e9 e o amor de Deus. Isto n\u00e3o retira o facto de ser injusto haver crian\u00e7as e pessoas doentes, no entanto a vida e o ser humano est\u00e3o sujeitas ao sofrimento, porque \u00e9 a vida. Pedro 5:9: \u201cResistam-lhe, permanecendo firmes na f\u00e9, sabendo que os irm\u00e3os que voc\u00eas t\u00eam em todo o mundo est\u00e3o passando pelos mesmos sofrimentos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_820\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"820\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Leonor Reis da turma H do 11\u00ba ano, produzido no \u00e2mbito da disciplina de Filosofia, ministrada pelo professor H\u00e9lder Louren\u00e7o. 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