{"id":719,"date":"2021-06-09T15:11:52","date_gmt":"2021-06-09T15:11:52","guid":{"rendered":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/?p=719"},"modified":"2021-06-23T10:26:55","modified_gmt":"2021-06-23T10:26:55","slug":"o-som-do-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/blog\/2021\/06\/09\/o-som-do-silencio\/","title":{"rendered":"O som do silencio"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"756\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o-som-do-silencio-1024x756.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-748\" srcset=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o-som-do-silencio-1024x756.jpg 1024w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o-som-do-silencio-300x222.jpg 300w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o-som-do-silencio-768x567.jpg 768w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o-som-do-silencio-1536x1135.jpg 1536w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o-som-do-silencio-2048x1513.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><strong>Concurso liter\u00e1rio juvenil - biblioteca escolar<\/strong><br><strong>1.\u00ba Pr\u00e9mio<\/strong> \u2013 <em>Laura Orge dos Santos<\/em>,&nbsp; 10.\u00ba K<\/pre>\n\n\n\n<p>&#8220;Sabem, quando acordam a meio da noite com vontade de ir \u00e0 casa de banho? Para mim, isso \u00e9 a segunda pior coisa do mundo. A primeira, \u00e9 precisar de ligar os dados m\u00f3veis e ver que j\u00e1 os esgotei, quando a internet do s\u00edtio onde me encontro \u00e9 demasiado fraca.<br>Gostando ou n\u00e3o, tomo coragem, cal\u00e7o as pantufas de cor creme, assim como o meu pijama, o mais cuidadosamente poss\u00edvel, e dirijo-me \u00e0 porta. Tento fazer o m\u00ednimo de barulho que consigo, sendo que partilho o quarto com a minha irm\u00e3 e, digamos que t\u00ea-la chateada ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o de coisas que prefiro evitar.<br>Percorro o corredor em pezinhos de l\u00e3, o mesmo material que levo nos p\u00e9s. O caminho parece infinito e torna-se turbulento assim que o meu c\u00e3o acorda. Por sorte n\u00e3o rosna (o que costuma fazer quando uso estas pantufas), mas, inconvenientemente, decide agarrar-se a uma delas. Boa, n\u00e3o um, mas dois corpos para arrastar. \u00c9 nestes momentos que agrade\u00e7o por ter um Chihuahua.<br>Coloco a m\u00e3o na ma\u00e7aneta, finalmente, e n\u00e3o respiro at\u00e9 estar completamente dentro do cub\u00edculo a que chamamos de casa de banho. Fico quase t\u00e3o p\u00e1lida como a criatura a meus p\u00e9s. Rezo para que os meus pais n\u00e3o tenham ouvido o Bola de Neve a ganir. N\u00e3o era minha inten\u00e7\u00e3o pisar-lhe a cauda, mas,  ao olhar para o espelho, assusto-me com o que encontro e recuo, pisando-o. N\u00e3o sei porque o fiz, j\u00e1 esperava ver estes fios acastanhados espetados e com mais volume que o desejado.<br>Enquanto fa\u00e7o o que tenho a fazer, tiro o telem\u00f3vel de emerg\u00eancia da gaveta do arm\u00e1rio das toalhas. Esta preciosidade foi inventada por mim e pela minha irm\u00e3, para quando ficamos de castigo sem aparelhos ou quando todos os outros n\u00e3o t\u00eam bateria e somos demasiado pregui\u00e7osas para os ligar \u00e0 corrente e esperar que estejam carregados. Assim sendo, este telem\u00f3vel n\u00e3o sai daqui para lado nenhum, para que quando uma de n\u00f3s precisar, saiba sempre onde se encontra.<br>O telem\u00f3vel seria reconhecido em qualquer lugar (isto, por n\u00f3s as duas, sendo que mais ningu\u00e9m sabe da sua exist\u00eancia). Tem uma capa repleta de brilhantes coloridos e as marcas de uso s\u00e3o evidentes, tendo j\u00e1 uns 3 anos. Compr\u00e1mo-lo com a jun\u00e7\u00e3o das gorjetas do trabalho da Rosa e com as semanadas que poupei durante uns meses. Agrade\u00e7o ao meu \u201ceu\u201d de h\u00e1 tr\u00eas anos por t\u00ea-lo feito, caso contr\u00e1rio, teria tornado o meu presente bem mais deprimente. Acho que qualquer um preferia jogar ao inv\u00e9s de ter de se distrair lendo os r\u00f3tulos de shampoo.<br>Estando despachada, pouso o telem\u00f3vel no lavat\u00f3rio, o que n\u00e3o foi uma decis\u00e3o inteligente. Ao dirigir o bra\u00e7o para o mecanismo do autoclismo, toco no telem\u00f3vel que estava \u00e0 beira do m\u00f3vel, fazendo com que este caia sanita adentro, o que resulta num splash. Com o barulho, o meu c\u00e3o come\u00e7a a ladrar. Enervo-me e empurro o mecanismo, fazendo a \u00e1gua rodopiar. At\u00e9 tento alcan\u00e7ar o telem\u00f3vel, mas sou puxada, redopiando tamb\u00e9m.<br>Sinto-me a rodar por mais uns momentos, vendo branco ao meu redor at\u00e9 aterrar num suposto ch\u00e3o. Mal sinto a superf\u00edcie, vejo o branco \u00e0 minha frente encher-se de gente. Olho para baixo, e o que era um solo branco torna-se relva, repleto de \u00e1rvores e plantas. O que pareciam paredes brancas, tornam-se num azul\u00e3o, decorado por um sol gigante e brilhante, e ao fundo consigo identificar casas e outras infraestruturas. O meu cora\u00e7\u00e3o acelera, n\u00e3o consigo ouvir nada. Com desespero, tento comunicar com as pessoas. Umas acenam-me, outras aproximam-se de mim fazendo sinais que n\u00e3o compreendo. N\u00e3o sei o que fazer. Experimento falar, mas ningu\u00e9m me ouve. Nem eu oi\u00e7o a minha pr\u00f3pria voz.<br>Come\u00e7o a sentir falta de alguma coisa, para al\u00e9m do som, e encontro-a quando dirijo o olhar para cima. Oh n\u00e3o! Vejo o Bola de Neve a cair do c\u00e9u, girando, assim como eu havia chegado a este lugar. Estico os bra\u00e7os, instintivamente e, felizmente, ele aterra neles. Vejo pelo focinho que tenta ladrar, tamb\u00e9m n\u00e3o consegue. Bem, pelo menos algo de positivo no meio de tanta desgra\u00e7a.<br>Pouso o ser vivo no ch\u00e3o, e sinto a minha m\u00e3o ser agarrada, agressivamente, por outra. Estou a ser arrastada por um mi\u00fado. Devia ter uns seis anos. O sorriso desdentado denunciava-o, assim como as suas roupas cobertas de lama.<br>Momentos depois, ele p\u00e1ra em frente a uma toalha de piquenique. Faz um sinal com a m\u00e3o para que me sente, e obede\u00e7o. Olho para baixo, e vejo que sobre as minhas pernas cruzadas ele colocou um bloco de pintar. Procuro o menino, percebo que se sentou, mesmo \u00e0 minha frente, e que chamou outras crian\u00e7as para perto de n\u00f3s.<br>A nossa frente, t\u00ednhamos l\u00e1pis e canetas de todas as cores, mas eu era a \u00fanica com desenhos para as utilizar. Todos olharam para mim, e, mesmo sem palavras, soube o que me pediam. Distribu\u00ed os desenhos por todos, at\u00e9 sobrar apenas um, para mim. Estranhei a forma do desenho. Todas as outras crian\u00e7as tinham paisagens, animais e brinquedos para colorir, enquanto eu tinha a simples forma de um telem\u00f3vel.<br>Realmente, n\u00e3o havia muito para pintar ali. O telem\u00f3vel ou era preto, ou era branco, e de branco j\u00e1 bastava a folha. Decidi ser diferente. Procurei com os olhos e com as m\u00e3os uma caneta verde, mas, quando ia para a agarrar, j\u00e1 ela estava na mao do menino sem os dentes da frente.<br>Observei-o enquanto pintava, e algo me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Ele pintava o sol de verde. De verde? E assim que levantou a cabe\u00e7a e me encarou, foi como se o sol que pintava me tivesse enviado um dos seus raios. Eu conhecia aquele mi\u00fado, e todos os outros. Aquelas criaturinhas eram alunos da minha m\u00e3e.<br>Estudar na mesma escola onde a minha m\u00e3e trabalha \u00e9 cansativo, por vezes. As minhas aulas acabam sempre muito mais cedo que o hor\u00e1rio do fecho da parte prim\u00e1ria, h\u00e1 sempre algum mi\u00fado que fica at\u00e9 mais tarde. Assim, \u00e0s quatro horas, l\u00e1 vou eu para a selva de gritos e correrias. Normalmente, sento-me num canto, distraio-me com o telem\u00f3vel. N\u00e3o gosto l\u00e1 muito de crian\u00e7as estridentes e peganhentas, mas de facto, recordo-me de ter visto o Augusto a pintar o sol de verde, e de me ter rido com isso. O nome dele era o \u00fanico que me tinha dado ao trabalho de decorar.<br>Dar aten\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as n\u00e3o \u00e9 a minha atividade preferida, mas decidi n\u00e3o pintar e ficar a observ\u00e1-los, inv\u00e9s. Os olhos deles brilhavam com a quantidade de cores que tinham por onde escolher. Alguns j\u00e1 estavam com a roupa, cara e at\u00e9 os bra\u00e7os todos sarapintados, mas isso parecia diverti-los. As crian\u00e7as n\u00e3o tinham problemas em partilhar o que tinham, tanto os marcadores como os desenhos. Talvez estes mi\u00fados n\u00e3o fossem t\u00e3o irritantes como eu pensava.<br>Olho em meu redor. Conhe\u00e7o todas aquelas pessoas. Est\u00e3o aqui desde familiares a pessoas que posso ter visto apenas uma vez. Mesmo assim, sinto-me estranha, misturada entre desconhecidos.<br>No ch\u00e3o, uma laranja vem a rolar na minha dire\u00e7\u00e3o. Pergunto-me de onde ter\u00e1 aparecido, e com isso, encontro a minha av\u00f3, pr\u00f3xima de mim, a apanhar laranjas de uma \u00e1rvore, e a coloc\u00e1-las num cesto. Vou ao seu encontro e ajudo-a. Quando a \u00e1rvore fica finalmente despida de fruta, ela estica o bra\u00e7o, oferecendo-me uma delas. Come\u00e7o a descasc\u00e1-la, mas a minha av\u00f3 tira-ma da m\u00e3o. Ela divide a laranja com um corte ao meio, fazendo com que as duas metades se despeguem mais rapidamente do que esfarelar toda a casca, aos poucos.<br>Assim que acabamos de comer, ela tira do bolso do avental um desenho de n\u00f3s as duas a apanharmos laranjas. Reconheci aqueles bonecos de palito deformados, e as letras T, E, R, E, S e A, todas tortas e tremidas no canto inferior direito. Era eu quem tinha feito aquele desenho, sabe-se l\u00e1 h\u00e1 quanto tempo.<br>Costumo ir muito para a casa da minha av\u00f3, mas confesso que n\u00e3o me recordo da \u00faltima vez que convers\u00e1mos verdadeiramente, fora a conversa de circunstancia que temos, at\u00e9 a internet lenta da casa dela funcionar, para que veja um filme no meu computador.<br>Juntas, demos uma volta por aquele lugar. Convivi com pessoas que eu pr\u00f3pria j\u00e1 nem me lembrava que tinha alguma conex\u00e3o. Tive milhares de conversas e risos silenciosos. N\u00e3o sabia como tinha chegado \u00e0quele lugar, naquela manh\u00e3 silenciosa, que me falava de alegria e simplicidade, mas sabia que n\u00e3o queria ir embora.<br>O enorme e quente sol n\u00e3o se movera durante todo aquele tempo. Pareciam ter passado dias, de tanto que fiz e conheci.<br>Estava num banco de jardim, perto da explicadora que tivera h\u00e1 alguns anos. Passava a explica\u00e7\u00e3o de fones nos ouvidos, n\u00e3o conhecia muito sobre ela e nem queria saber da mat\u00e9ria. Num papel, ela acabara de me explicar equa\u00e7\u00f5es (que passara agora a adorar), quando um caminho branco luminoso apareceu diante os meus olhos. Aceneilhe, confusa, e segui o caminho. Depois de muito caminhar, uma parede com um telem\u00f3vel integrado apareceu na minha frente. Hesitei. N\u00e3o sabia o que aconteceria se lhe tocasse. N\u00e3o sabia o que aconteceria a todos estes momentos, se iria viver algo assim t\u00e3o libertador e quentinho novamente. O Bola de Neve estava a meus p\u00e9s, olhei para ele. Ele replicou com um olhar perdido, e segui a minha intui\u00e7\u00e3o. Que pena que tudo isto acabou, quando ca\u00ed na tenta\u00e7\u00e3o.<br>Toquei naquele telem\u00f3vel. O que eu daria para poder voltar atr\u00e1s naquela decis\u00e3o.<br>Bastou um toque para que toda aquela harmonia se transformasse em preto. Um borr\u00e3o preto. Esfreguei os olhos. Apareceram todas aquelas pessoas com quem tinha estado anteriormente, mas, embora estivessem comigo fisicamente, elas n\u00e3o estavam l\u00e1 realmente, n\u00e3o como dantes. Esta imagem j\u00e1 se aproximava mais com a realidade de que me lembrava.<br>Examinei todos com o olhar. Os mi\u00fados sentados na toalha de piquenique, tinham todos um tablet nas m\u00e3os. A minha av\u00f3, sentada debaixo da laranjeira, com um computador nas pernas, que lhe iluminava a cara. Os meus pais, os meus primos, os meus amigos, os meus professores. Toda a gente estava a olhar para um ecr\u00e3.<br>J\u00e1 n\u00e3o havia sil\u00eancio. Eu conseguia ouvir tudo o que ouviam. Os sons dos v\u00eddeos, jogos e dos risos e outros grunhidos de frustra\u00e7\u00e3o que emitiam para os ecr\u00e3s.<br>Ningu\u00e9m olhava para ningu\u00e9m. O som era irrelevante. N\u00e3o havia conex\u00e3o, apenas com o virtual.<br>Fui-me aproximando deles, e entendi que me ouviam. Mas ser\u00e1 que me estavam a escutar? As palavras eram in\u00fateis. A aten\u00e7\u00e3o deles estava totalmente concentrada para algo que n\u00e3o conseguia comunicar com eles. N\u00e3o da forma que eu me tinha habituado, \u00e0queles breves momentos que tinha passado com eles.<br>Gritei e chorei. Esfreguei os olhos para que acordasse daquele pesadelo. Nada resultava, at\u00e9 que me virei para tr\u00e1s. Vi um espelho gigante. Mirei-o profundamente, e comecei a refletir sobre todos os momentos em que estivera tamb\u00e9m a olhar para um ecr\u00e3.<br>Tudo fazia sentido agora. O que estava a ver no espelho, eram aquelas intera\u00e7\u00f5es que tiv\u00e9ramos anteriormente. Sem palavras, mas n\u00e3o em sil\u00eancio, porque, na verdade, consegu\u00edamos ouvir o cora\u00e7\u00e3o uns dos outros. O espelho estava assim a mostrar-me tudo o que poderia ter acontecido, caso tivesse sempre escolhido viver o real. Eu sabia o que tinha a fazer. Agarrei no telem\u00f3vel, que tinha estado o tempo todo na minha m\u00e3o, e atirei-o para o ch\u00e3o. Pisei-o, destrui-o completamente, e&#8230;<br>&#8211; Teresa, acorda! Tens de ir para a escola. \u2013 A Rosa estava ainda na cama e eu levantei-me a suar e a respirar demasiado r\u00e1pido, como se tivesse corrido uma maratona.<br>Dirigi-me \u00e0 casa de banho e a Rosa seguiu-me. Encostou-se \u00e0 porta e disse:<br>&#8211; Olha! N\u00e3o te esque\u00e7as de p\u00f4r a nossa rel\u00edquia a carregar. &#8211; E piscou-me o olho. Percorri o arm\u00e1rio das toalhas com as m\u00e3os. Encontrei o telem\u00f3vel de emerg\u00eancia. Joguei-o para o ch\u00e3o. Olhei para ela. E esmaguei-o em mil peda\u00e7os.<br>&#8211; O QUE EST\u00c1S A FAZER? \u2013 Questionou furiosa.<br>&#8211; A libertar-me. <br>Dava agora in\u00edcio \u00e0 primeira de muitas manh\u00e3s silenciosas.&#8221;<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_719\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"719\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concurso liter\u00e1rio juvenil &#8211; biblioteca escolar1.\u00ba Pr\u00e9mio \u2013 Laura Orge dos Santos,&nbsp; 10.\u00ba K &#8220;Sabem, quando acordam a meio da noite com vontade de ir \u00e0 casa de banho? 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