{"id":1948,"date":"2023-04-24T19:04:21","date_gmt":"2023-04-24T19:04:21","guid":{"rendered":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/?p=1948"},"modified":"2023-04-24T19:18:34","modified_gmt":"2023-04-24T19:18:34","slug":"ate-quando-e-que-vamos-continuar-a-permitir-que-o-bullying-destrua-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/blog\/2023\/04\/24\/ate-quando-e-que-vamos-continuar-a-permitir-que-o-bullying-destrua-vidas\/","title":{"rendered":"At\u00e9 quando \u00e9 que vamos continuar a permitir que o bullying destrua vidas?"},"content":{"rendered":"\n<p>Se consciencializar fosse suficiente para fazer com que a viol\u00eancia deixasse de ser praticada, o mundo seria hoje um lugar perfeito. Por exemplo, se lev\u00e1ssemos a s\u00e9rio o lema \u201clixo no ch\u00e3o isso \u00e9 que n\u00e3o\u201d, que nos \u00e9, ou, deveria ser cantado na inf\u00e2ncia, o nosso planeta n\u00e3o estaria no estado em que se encontra. Nem \u00e9 preciso ir t\u00e3o longe: j\u00e1 repararam na quantidade de lixo que temos espalhado pela nossa escola? &#8211; mas isso \u00e9 assunto para outro dia. A quest\u00e3o \u00e9 que, se cada um de n\u00f3s se preocupasse, realmente, com o que acontece \u00e0 sua volta, com o ambiente, mas, principalmente, com as pessoas que nos rodeiam, talvez as coisas fossem diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo destes, pelo menos, dez anos de escolaridade, temos sido, constantemente, alertados para nos colocarmos no lugar do outro, n\u00e3o fazer aos outros o que n\u00e3o gost\u00e1vamos que nos fizessem a n\u00f3s e, portanto, para que, independentemente do que esteja a acontecer na nossa vida pessoal, nos respeitarmos imprescindivelmente. No entanto, continuam a verificar-se regularmente situa\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o f\u00edsica, verbal ou psicol\u00f3gica no ensino secund\u00e1rio. Uma d\u00e9cada a ouvir a mesma coisa e, mesmo assim, n\u00e3o aprendemos nada? Quer dizer, a maior parte de n\u00f3s j\u00e1 tem, ou em breve ter\u00e1, idade para conduzir, votar, abrir uma conta no banco, mas, n\u00e3o para ter no\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias dos seus atos?<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>bullying<\/em>, tal como a quest\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o, \u00e9, numa fase inicial, um acumular de eventos que, na sua generalidade, passam despercebidos. Que escolhemos acreditar que n\u00e3o passam de meros casos isolados sem grande import\u00e2ncia. At\u00e9 que as marcas deste se come\u00e7am a tornar vis\u00edveis e a mudar a forma como lidamos connosco pr\u00f3prios e com o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque \u00e9 que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil entender que a maneira como nos expressamos fisicamente e verbalmente importa, influencia e afeta, significativamente, a vida dos outros? Que as nossas a\u00e7\u00f5es e as nossas palavras podem ser altamente destrutivas?<\/p>\n\n\n\n<p>Um papel no ch\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um papel no ch\u00e3o, tal como um coment\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um coment\u00e1rio: o agressor, no seu livre-arb\u00edtrio, escolhe insultar algu\u00e9m. E, por mais que esse algu\u00e9m, que essa v\u00edtima, possa tentar ignor\u00e1-lo, essas palavras v\u00e3o, eventualmente, ficar a ecoar na sua cabe\u00e7a, fazendo com que esta pessoa questione o seu valor (a forma como se v\u00ea a si pr\u00f3pria e como os outros a veem) ou o dos outros (a forma como v\u00ea os outros) \u2013 podendo alterar irreversivelmente a sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, se consciencializar n\u00e3o chega, o que \u00e9 que podemos fazer para travar a viol\u00eancia? Para evitar estes traumas que deixam marcas para sempre? Para garantir que mais ningu\u00e9m se mutila ou morre por n\u00e3o conseguir aguentar o sofrimento causado pelas agress\u00f5es di\u00e1rias e, muitas vezes, ignoradas pelos outros?<\/p>\n\n\n\n<p>Se bastasse existir entidades punitivas para que os atos de crueldade fossem erradicados, viver\u00edamos em paz. A verdade \u00e9 que elas existem, s\u00f3 que ou n\u00e3o funcionam eficazmente (por n\u00e3o conseguirem dar resposta a tantos casos), ou nem sequer s\u00e3o ativadas (porque grande parte das situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o vistas com a urg\u00eancia que t\u00eam).<\/p>\n\n\n\n<p>O certo \u00e9 que n\u00e3o podemos ficar de bra\u00e7os cruzados a ver a nossa vida, a vida de algu\u00e9m de quem gostamos ou, at\u00e9 mesmo, a de algu\u00e9m que n\u00e3o conhecemos, ser desmoronada. Por isso, deixamos aqui algumas dicas para te relembrares de como identificar um cen\u00e1rio de <em>bullying<\/em>, como reconhecer uma v\u00edtima e de como podes ajudar algu\u00e9m nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, como distinguir um cen\u00e1rio de <em>bullying<\/em> de uma \u201cbrincadeira\u201d? A resposta \u00e9 bastante simples: se essa \u201cbrincadeira\u201d envolve magoar fisicamente algu\u00e9m ou fazer tro\u00e7a de qualquer condi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica ou social que a pessoa n\u00e3o pode alterar, n\u00e3o se trata de uma brincadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa situa\u00e7\u00e3o de <em>bullying<\/em> identificam-se, pelo menos, duas pessoas envolvidas: a que agride e a que \u00e9 agredida. Estas, por regra, distinguem-se atrav\u00e9s da sua express\u00e3o: enquanto o agressor apresenta uma certa raiva, f\u00faria ou at\u00e9 algum gozo na sua express\u00e3o corporal e tom, a v\u00edtima mostra-se incomodada, desconfort\u00e1vel, envergonhada ou mesmo insegura com o cen\u00e1rio vivido. Contudo, se a situa\u00e7\u00e3o ocorrer num espa\u00e7o p\u00fablico e movimentado, como s\u00e3o, o polivalente, a entrada ou o refeit\u00f3rio, \u00e9 prov\u00e1vel que existam c\u00famplices. E quem s\u00e3o estes c\u00famplices? Qualquer pessoa que esteja a testemunhar a agress\u00e3o e n\u00e3o contribua para que a situa\u00e7\u00e3o seja resolvida. \u00c9s c\u00famplice se incitas \u00e0 viol\u00eancia. \u00c9s c\u00famplice se gravas e publicas este cen\u00e1rio na internet. \u00c9s c\u00famplice se ficas a ver, ou se viras as costas, e n\u00e3o fazes nada. Ent\u00e3o, se te deparares com um epis\u00f3dio de viol\u00eancia na escola, n\u00e3o ignores, d\u00e1 o alerta &#8211; chama um funcion\u00e1rio ou um professor. No entanto, o <em>bullying<\/em> acontece tamb\u00e9m em locais mais escondidos e discretos, o que, em certos casos, impossibilita a exist\u00eancia de testemunhas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Passar por uma situa\u00e7\u00e3o de <em>bullying<\/em>, enquanto v\u00edtima, costuma alterar o comportamento das pessoas, mas, s\u00f3 sabemos que o comportamento de algu\u00e9m mudou se, efetivamente, a conhecermos \u2013 e isso tamb\u00e9m depende da nossa aten\u00e7\u00e3o! De uma maneira geral, quando as pessoas passam por uma situa\u00e7\u00e3o destas, algo que, possivelmente, as fez sentir humilhadas, costumam aparentar estar mais pensativas, reservadas, ap\u00e1ticas, irritadi\u00e7as ou at\u00e9 mesmo agressivas. Por\u00e9m, \u00e9 importante salientar que cada um tem a sua forma pr\u00f3pria de lidar com as coisas e que cada pessoa reage a cada situa\u00e7\u00e3o de forma diferente. Por isso, em vez de parecer mais triste ou abalada, a pessoa pode adotar uma postura contr\u00e1ria, em que pretende dar a ideia de que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o a afetou, quando, na verdade, est\u00e1 a sofrer em sil\u00eancio, sofrendo duplamente. Visto que todos temos o nosso feitio e, muitas vezes, n\u00e3o demonstramos como nos estamos verdadeiramente a sentir, \u00e9 muito complicado entender realmente pelo que \u00e9 que as pessoas est\u00e3o a passar. Portanto, perante todas estas condicionantes, mais do que notar se a postura ou express\u00e3o da pessoa tem estado diferente, \u00e9 muito importante ter em aten\u00e7\u00e3o se a pessoa est\u00e1 a fugir, de forma alarmante, \u00e0 rotina: deixar de comer, evitar passar por certo s\u00edtio, deixar de fazer o que gosta subitamente, n\u00e3o querer estar sozinha ou isolar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a era digital, que veio supostamente para melhorar e facilitar a nossa vida, gerou uma nova forma de <em>bullying<\/em>: o <em>cyberbullying<\/em> \u2013 onde o agressor se esconde atr\u00e1s do ecr\u00e3 de um telem\u00f3vel ou de um computador, permitindo que as ofensas, humilha\u00e7\u00f5es e difama\u00e7\u00f5es aconte\u00e7am mais r\u00e1pido, com mais frequ\u00eancia, anonimamente e a partir de qualquer lugar, tornando-o ainda mais nocivo. Pode acontecer, novamente, por via privada (a partir de mensagens privadas a que s\u00f3 o agressor e a v\u00edtima t\u00eam acesso \u2013 fazendo com que seja muito mais dif\u00edcil de denunciar) ou por via p\u00fablica (em que s\u00e3o criadas p\u00e1ginas nas redes sociais com o prop\u00f3sito de fazer amea\u00e7as e humilha\u00e7\u00f5es a que qualquer pessoa pode aceder).<\/p>\n\n\n\n<p>Se suspeitas que algum amigo ou familiar est\u00e1 a ser v\u00edtima de <em>bullying<\/em>, a melhor forma de ajudar \u00e9 estar presente. Mostra-te dispon\u00edvel para conversar \u2013 oferece ajuda, mas n\u00e3o a imponhas. Demonstra a tua preocupa\u00e7\u00e3o, respeita o tempo da pessoa, e, sobretudo, mant\u00e9m- -te alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tu, que est\u00e1s a ler isto, est\u00e1s a ser v\u00edtima de <em>bullying<\/em>, quero que saibas que a pessoa que te est\u00e1 a agredir est\u00e1 s\u00f3 a tentar magoar-te. As a\u00e7\u00f5es ou as palavras dessa pessoa n\u00e3o dizem nada em rela\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a ti. O agressor n\u00e3o se importa se o que diz faz sentido ou se \u00e9 verdade \u2013 ele s\u00f3 quer saber se essas palavras te conseguem atingir. Por isso, n\u00e3o deixes que essa pessoa tenha poder sobre ti. N\u00e3o sofras sozinho, nem tenhas medo de pedir ajuda. O teu sil\u00eancio permite a continuidade da agress\u00e3o: a ti e a outros. O ato de den\u00fancia \u00e9 um ato altru\u00edsta, de coragem e de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E se tu, que est\u00e1s a ler isto, te consegues identificar, de alguma forma, com as atitudes de um agressor: para. N\u00e3o vais ganhar nada com isso. Seja qual for o motivo pelo qual entendes que o podes fazer, nada justifica o sofrimento que causas aos outros. O teu comportamento \u00e9 da tua responsabilidade. Por isso, procura ajuda antes que destruas a vida do outro e a tua. H\u00e1 pessoas dispon\u00edveis para te ajudar a ti tamb\u00e9m, basta quereres mudar.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo o que fazemos \u00e9 uma escolha: quando escolhes vingar o teu ressentimento e os problemas da tua vida nas outras pessoas, agredindo-as fisicamente, emocionalmente ou psicologicamente, tornas-te num <strong>agressor<\/strong>; quando permites que algu\u00e9m seja humilhado e maltratado, tornas-te seu <strong>c\u00famplice<\/strong>; e quando te humilham e maltratam, tornas-te numa <strong>v\u00edtima<\/strong> &#8211; mas n\u00e3o \u00e9 isso que te define, a n\u00e3o ser que tu o deixes. O que te define \u00e9 a forma como decides lidar com isso.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Lembra-te: N\u00e3o consegues evitar ser v\u00edtima de bullying, mas, est\u00e1 sempre na tua decis\u00e3o ser c\u00famplice ou agressor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pexels-keira-burton-6147156-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1949\" srcset=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pexels-keira-burton-6147156-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pexels-keira-burton-6147156-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pexels-keira-burton-6147156-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pexels-keira-burton-6147156-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pexels-keira-burton-6147156-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Fotografia de Keira Burton: https:\/\/www.pexels.com<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Autora: Laura Orge dos Santos, aluna da turma H do 12\u00ba ano e membro do Clube de Jornalismo<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_1948\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"1948\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se consciencializar fosse suficiente para fazer com que a viol\u00eancia deixasse de ser praticada, o mundo seria hoje um lugar perfeito. 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