{"id":1470,"date":"2022-05-07T14:50:00","date_gmt":"2022-05-07T14:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/?p=1470"},"modified":"2022-06-09T19:40:43","modified_gmt":"2022-06-09T19:40:43","slug":"concurso-literario-juvenil-2022-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/blog\/2022\/05\/07\/concurso-literario-juvenil-2022-2\/","title":{"rendered":"Concurso Liter\u00e1rio Juvenil -2022"},"content":{"rendered":"\n<p>2.\u00ba classificado &#8211; Isaac Wright \u00e9 a aluna Daniela Antunes do 11.\u00ba E<\/p>\n\n\n\n<p>A sala verde musgo do escrit\u00f3rio parecia tentar absorver toda a luz que entrava pela janela. As portadas deixavam os raios de sol entrar por entre os cortinados e pequenas part\u00edculas de p\u00f3 pairavam por entre o sil\u00eancio de toda a sala, caindo lenta e maciamente sobre o ch\u00e3o de madeira.\u00a0Por cima da lareira, trabalhada em m\u00e1rmore branco e madeira de mogno, o som impugnante do rel\u00f3gio de mantel quase que se sentia vibrar por entre as paredes, atrav\u00e9s dos assentos dos sof\u00e1s, at\u00e9 baterem contra o peito.A \u00fanica luz que entrava por entre o sal\u00e3o batia na tela de \u00f3leo seco, no alto da parede ao centro da sala, por cima do rel\u00f3gio. Tinha um ar de desgaste, como se o facto de ser contemplado o corroesse.- Raios, Filipe! \u00c9s capaz de atirar a corda para baixo?! &#8211; resmungou uma voz do lado de fora. &#8211; Deixa de olhar para o raio do quadro por um segundo!- E tu \u00e9s capaz de parar de me falar com esse temperamento, homem?! &#8211; exclamou Filipe, numa tentativa de soar muito correto, o riso a escapar-se aos solu\u00e7os perante a frustra\u00e7\u00e3o do amigo. &#8211; Acabamos de chegar, meu companheiro, relaxa!- Quem ainda est\u00e1 do lado de fora, sou eu, seu canalha! Que diabos&#8230; &#8211; Ben continuava a praguejar para si, enquanto Filipe enrolava com prop\u00f3sito a dita corda \u00e0 volta dos seus pulsos, um p\u00e9 contra a parede por baixo do largo peitoril da janela, outro para tr\u00e1s, para que conseguisse amparar o amigo, enquanto subisse todo o segundo andar.Quando chegou ao parapeito branco do janel\u00e3o, agora coberto de lama da sola dos seus sapatos, Benjamim soltou um solu\u00e7o e mais uma praga quando se atirou para o soalho da sala, o ombro esquerdo parecendo bet\u00e3o ao embater contra o s\u00f3lido ch\u00e3o de madeira. Deixou-se ficar uns merecidos momentos, a respira\u00e7\u00e3o ainda l\u00e9pida de ter andado a correr desvairadamente por entre os est\u00e1bulos do casar\u00e3o, onde se encontravam agora.- Porque tiraste a corda do gancho? &#8211; olhando para tr\u00e1s, depois de se levantar, Ben reparou no gancho de metal ca\u00eddo.<br>&#8211; Enquanto subia, senti-o frouxo duas vezes. Tu \u00e9s mais pesado que eu. N\u00e3o ia correr muito bem. &#8211; devolveu-lhe. Ben acenou em concord\u00e2ncia, lan\u00e7ando-lhe um olhar sabedor e emitindo um som que indicava ter reparado no &#8220;mais pesado&#8221;, mas que Filipe escolhera ignorar.Esfregou as palmas das m\u00e3os, enquanto olhava para a sala \u00e0 sua volta, com um sorriso no rosto. Virou-se, ent\u00e3o, para o retrato afixado na parede, em frente \u00e0 janela, onde Filipe tinha j\u00e1 os olhos postos\u00a0&#8211; Vamos l\u00e1 a isto, ent\u00e3o. &#8211; disse Ben decidido. &#8211; Ele s\u00f3 te pediu este?&#8230;Filipe, pensativo e desconfortavelmente observador, n\u00e3o tirou os olhos da pe\u00e7a, respondendo: &#8211; Sim, foi s\u00f3 este.Os seus olhos castanhos, outrora doces, com laivos de boa-disposi\u00e7\u00e3o, transformavam-se agora numa bola de vidro, transl\u00facida e fria.<br>Benjamim e Filipe trabalhavam juntos desde pequenos e Ben nunca se habituara a tal coisa.<br>Filipe inspecionava o retrato. Os seus olhos seguiam as linhas refinadas das bordas da moldura dourada, os desenhos de trevos e folhas, at\u00e9 ao relevo alto que a separava subtilmente da pintura. As pinceladas de \u00f3leo emitiam cores garridas, os tra\u00e7os da face representada eram finos e leves, sob uma paisagem pac\u00edfica de um jardim verde, ao fundo.<br>&#8211; Fazes ideia de quem seja? &#8211; perguntou Ben, enquanto abria o saco de pano macio, onde levavam normalmente pe\u00e7as mais caras.\u00a0 &#8211; Tem ar de algu\u00e9m importante para D. Marcus. No bom ou no mau sentido &#8211; riu.<br>&#8211; N\u00e3o \u00e9 que nos diga respeito, mas&#8230; &#8211; parou subitamente. Passos largos e confiantes atravessavam prego a fundo o que parecia um corredor, que muito provavelmente fazia liga\u00e7\u00e3o \u00e0 sala onde estavam. Sabia que esta parte da casa era a menos povoada normalmente, quase como um anexo constru\u00eddo posteriormente, e por isso sem o objetivo social. Se se ouviam passos perto, seriam apanhados.<br>Filipe pegou no retrato o mais r\u00e1pido que p\u00f4de, sem bater com os cantos em qualquer zona da parede. Ben abriu o saco generosamente, o desenrolar da a\u00e7\u00e3o parecendo quase que uma boca esfaimada engolindo de s\u00fabito todo o quadro. Trocaram os dois um olhar e Ben n\u00e3o perdeu tempo a tentar prender de volta a corda ao gancho. Filipe estava prestes a gritar-lhe, exclamando que n\u00e3o havia tempo para aquela arma\u00e7\u00e3o toda! Ben virou-se, enfastiado, a press\u00e3o do momento subindo-lhe ao topo da cabe\u00e7a, a pele negra enrugando-se na testa, prestes a gritar-lhe de volta, perguntando, exasperado, como tencionava ent\u00e3o descer?!<br>O som dos passos parou. A voz de uma criada ouviu-se, abafada. Os dois calaram-se, o sil\u00eancio profundo e quase m\u00f3rbido instalando-se uma vez mais na sala. Lembravam duas est\u00e1tuas \u00e0 frente da grande lareira, as part\u00edculas de p\u00f3 agitadas em pequenos remoinhos no ar, \u00e0 volta das suas pernas.\u00a0No sil\u00eancio, Ben continuou a prender o gancho \u00e0 corda, um olhar muito ofendido dirigido a Filipe. Desta vez, n\u00e3o houve reclama\u00e7\u00f5es por parte do amigo, que calado consentiu que tinham de se manter parados, mais valia utilizarem o tempo para algo \u00fatil. Mas como sabia que o gancho estavafrouxo, obrigaria Ben a descer primeiro. Riu para si mesmo.<br>&#8211; De que te ris? &#8211; sussurrou amargamente Ben, que se movia a passos largos para junto da janela, para que o soalho n\u00e3o estalasse.- Vais descer tu primeiro. Eu levo retrato. &#8211; retorquiu muito baixa e agressivamente Filipe, que pegava no peda\u00e7o de tecido emoldurado com as duas m\u00e3os, ignorando a pergunta de Ben. Prendeu os cintos grosseiros cosidos ao saco \u00e0s suas costas, para que se pudesse mexer o mais livremente poss\u00edvel. Soltou um suspiro transtornado, gotas de suor a aparecerem na testa do esfor\u00e7o. &#8211; Isto \u00e9 pesado como tudo! &#8211; exclamou para si.Ben sabia perfeitamente o porqu\u00ea do sorriso. O que lhe trouxe tamb\u00e9m a lembran\u00e7a de quase se estatelar no ch\u00e3o duas vezes pelo piso enlameado, enquanto Filipe seguia \u00e0 sua frente \u00e0s gargalhadas, ainda antes de chegarem ao casar\u00e3o. Um motivo de real aprecia\u00e7\u00e3o, para ver se n\u00e3o era desta que esganava o amigo de longa data.<br>Entretanto, os passos que se ouviram afastaram-se da sala outra vez, parecendo que percorriam de novo o corredor, de volta \u00e0 interse\u00e7\u00e3o de portas que levavam ao casar\u00e3o central. Ben prendeu o gancho ao parapeito da janela, lan\u00e7ando a corda para o lado de fora.- Eu vou descer e tu atiras-me o quadro a seguir. A queda \u00e9 demasiado grande para saltarmos com ele, mas acho que \u00e9 pequena o suficiente para manter uma trajet\u00f3ria reta, at\u00e9 eu o apanhar. &#8211;\u00a0pensava enquanto dizia, preparando-se j\u00e1 para descer, uma das suas pernas esguias j\u00e1 do lado de fora. Assim que as suas botas pesadas bateram no solo de pedra, levantou os bra\u00e7os, para que Filipe deixasse cair o retrato.Quando se preparava para o deixar cair com cuidado, ouviu ao final do corredor passos exasperados, e uma voz grave e altiva: O qu\u00ea?! &#8211; exclamou.<br>Outra mais fraca e menos segura de si defendia-se: N\u00e3o sei como n\u00e3o o avisaram antes, Vossa Gra\u00e7a!&#8230; Aperceberam-se dos dois cavalos nos est\u00e1bulos que n\u00e3o eram nossos&#8230; creio que pagaram ao homem para se manter calado! Subiram pela&#8230; &#8211; o homem continua a falar, as vozes abafadas cada vez mais claras e percet\u00edveis. Os passos dos dois cada vez mais altos e pesados, o que vinha \u00e0 frente claramente furioso.Filipe deixou cair o retrato, Ben apanhou-o no ar.- Corre, Benjamim!&#8230; Eu des\u00e7o e apanho-te \u00e0 entrada! &#8211; exclamou Filipe, preparando-se para descer, ainda no cimo do segundo piso.- Ele sabe, Diabos! O Duque sabe! &#8211; gritou.<br>Viu Ben abrir muito os seus olhos castanhos, apercebendo-se da situa\u00e7\u00e3o. Os seus p\u00e9s viraram-se e Ben correu para tr\u00e1s da parede de tijolos, onde se encontravam os aposentos dos criados, zonas de agricultura, armaz\u00e9ns e os est\u00e1bulos. Quando os p\u00e9s de Filipe se encontravam j\u00e1 apoiados por baixo da janela, do lado de fora da grande parede do casar\u00e3o, a porta da sala abriu-se de rompante. A cara incr\u00e9dula e furiosa do Duque de Vit\u00f3ria abria-se perante ele, o fato de general vermelho garrido de repente vis\u00edvel \u00e0 luz da janela aberta, contrastando agressivamente com os tons pacatos e escuros do escrit\u00f3rio de madeiras e verdes.<br>Antes que pudesse dar um pulo para tr\u00e1s, para que descesse num \u00edmpeto os dois andares, viu Wellington a correr para a janela:- Filipe! Seu desnaturado! Eu sabia que eras tu, desgra\u00e7ado!&#8230; Sem vergonha! &#8211; O Duque gritava, mas Filipe j\u00e1 s\u00f3 ouvia s\u00edlabas do que dizia, aproximando-se do ch\u00e3o num instante. Desatou a correr para os est\u00e1bulos, deixando a corda pendurada na janela, com um sorriso triunfante no rosto.Correu o mais r\u00e1pido que p\u00f4de, avistando Benjamim ao p\u00e9 de umas carro\u00e7as com os dois cavalos, o retrato preso ao seu:- Pensei que n\u00e3o viesses!&#8230;\u00a0 Anda, sobe! &#8211; exclamava Benjamim.Galoparam os dois pelo piso de gravilha, gritos de guerra ouviam-se ao fundo, a artilharia do general a passar de rompante pelos port\u00f5es da resid\u00eancia, prontos para os encurralar e atacar. Ben ria, mais do que familiar com estas circunst\u00e2ncias:- N\u00e3o nos podemos queixar, n\u00e3o \u00e9 assim? &#8211; continuava, rindo &#8211; Pelo menos fazem o favor de serem sempre os mesmos tansos e de nos facilitarem o trabalho!Filipe riu tamb\u00e9m, o seu sorriso aberto apaziguando a tens\u00e3o do momento de h\u00e1 dois minutos, quando se encontravam a tentar escapar daquela sala. Olhou para tr\u00e1s, certificando-se de que o retrato continuava preso ao seu cavalo, atr\u00e1s de si. Tomaram duas direitas e uma esquerda, sempre a grande velocidade, sabendo que n\u00e3o se atreveriam a persegui-los num bairro social cheio, como era sempre a pra\u00e7a da sua pequena cidade.Quando acharam ter a possibilidade de parar, deixaram os seus cavalos perto do parque onde pediam sempre para que os encontrassem, quando eram contratados para este tipo de trabalhos. Filipe saltou da sua cela, preocupando-se de imediato em secar as suas m\u00e3os molhadas da lama que entretanto saltara durante a corrida. Retirou o retrato do saco, verificando se estava tudo inc\u00f3lume. Ben abra\u00e7ou-se ao amigo, caminhando os dois a passo lento pelas ruas, at\u00e9 chegar ao s\u00edtio onde estaria D. Marcus, \u00e0 espera do retrato que pedira.Filipe inspecionava uma vez mais a pintura delicada, deliciado com os tra\u00e7os profissionais e esbeltos da figura representada. Sentiu uma pontada de ci\u00fame no peito largo, esperando um dia ter a possibilidade de ter obras daquele calibre em casa, porque podia escolher faz\u00ea-lo. De repente, p\u00e1ra a meio do passeio, assustando Ben que, muito bem-disposto a seu lado, agora mostrava uma express\u00e3o preocupada e confusa.- Filipe? &#8211; perguntou.Os olhos do amigo abriram-se o quanto mais podiam. Fixaram-se num ponto ao canto da pintura, um canto min\u00fasculo, impercet\u00edvel. Num maldito canto!&#8230; N\u00e3o era poss\u00edvel!&#8230;\u00a0Olhara para imagens suas montes de vezes, desenhos, ouvira a sua explica\u00e7\u00e3o tantas vezes quanto se podia recordar. D. Marcus desejava aquele retrato mais do que comer, ou respirar. Portanto, a quantia que receberiam por ele n\u00e3o era, claro est\u00e1, modesta. Era imperativo que a recuperassem, que a trouxessem de volta, inequivocamente. E Filipe n\u00e3o era parvo. Tinha mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica, mem\u00f3ria auditiva, todos os tipos de mem\u00f3ria, raios! Aquilo&#8230; aquele simbolo&#8230; Olhou aterrorizado para Ben.\u00a0&#8211; Filipe, ouve, amigo &#8211; disse Ben, o nervoso subindo e trancando-lhe a garganta como uma corda ao seu pesco\u00e7o &#8211; eu n\u00e3o sei o que se passa, mas n\u00e3o disparates, homem! Se h\u00e1 algo de errado, vais ter de me dizer! &#8211; exclamou, ent\u00e3o.Filipe permaneceu um momento em completo sil\u00eancio.<br>&#8211; \u00c9 falsa, Ben &#8211; disse por fim. A pausa que se ouviu pareceu a paragem dos cora\u00e7\u00f5es de ambos, ao mesmo tempo. Deixaram-se ficar, assim, a olhar inabalavelmente um para o outro. E repetiu, como que a confirma\u00e7\u00e3o do ineg\u00e1vel:<br>&#8211; O retrato \u00e9 falso.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Isaac Wright<\/em><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_1470\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"1470\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2.\u00ba classificado &#8211; Isaac Wright \u00e9 a aluna Daniela Antunes do 11.\u00ba E A sala verde musgo do escrit\u00f3rio parecia tentar absorver toda a luz que entrava pela janela. 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