{"id":1468,"date":"2022-05-07T14:46:00","date_gmt":"2022-05-07T14:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/?p=1468"},"modified":"2022-06-09T19:39:37","modified_gmt":"2022-06-09T19:39:37","slug":"concurso-literario-juvenil-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/blog\/2022\/05\/07\/concurso-literario-juvenil-2022\/","title":{"rendered":"Concurso Liter\u00e1rio Juvenil -2022"},"content":{"rendered":"\n<p>1.\u00ba Classificado &#8211; Darla \u00e9 a aluna Laura Santos do 11.\u00ba J;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser-se neta de uma estrela de cinema.N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ter uma av\u00f3 estrela de cinema, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nossa, por ser partilhada com toda a gente.N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conhecer realmente a nossa av\u00f3, que por acaso \u00e9 uma estrela de cinema, quando, nas poucas vezes em que nos vemos, h\u00e1 sempre <em>paparazzi<\/em> a seguirem-nos para todo o lado, juntamente com dezenas de f\u00e3s que carregam retratos dela, e que nos abordam, com demasiada energia para o meu gosto, esperando um aut\u00f3grafo, um abra\u00e7o e uma <em>selfie<\/em>.Ter uma av\u00f3 estrela de cinema \u00e9 dif\u00edcil, sobretudo quando n\u00e3o temos nada em comum \u2013 tanto por dentro como por fora.A \u201cDeslumbrante Doris\u201d, como assim a chamam, tem uns longos e volumosos carac\u00f3is loiros e eu tenho cabelo castanho e curto que mais parece ter sido passado a ferro. Ela tem olhos azuis-claros cintilantes, eu tenho uns t\u00e3o escuros que a \u00edris mal se v\u00ea. A minha av\u00f3, mesmo com 68 anos, \u00e9 alta e elegante, mas quanto a mim, a sua neta de 17 anos, n\u00e3o se pode dizer a mesma coisa (sou eu quem tem as costas encurvadas e \u00e9 ela a idosa aqui!).Em suma, fisicamente, n\u00e3o vejo qualquer semelhan\u00e7a. N\u00e3o somos parecidas. Se nos vissem juntas, o mais certo era pensarem que sou a sua guarda-costas, embora n\u00e3o tenha altura para isso.Quanto \u00e0 maneira de ser, tamb\u00e9m n\u00e3o encontro parecen\u00e7as \u2013 enquanto ela \u00e9 a pessoa mais extrovertida, confiante, determinada e \u00fanica que conhe\u00e7o, eu prefiro evitar pessoas, n\u00e3o me considero confiante, sou demasiado pregui\u00e7osa para levar algum plano avante e, honestamente, n\u00e3o me podia sentir mais normal.Era imposs\u00edvel sermos mais diferentes. Ou, pelo menos, era o que eu pensava.Recentemente, descobri que temos uma coisa em comum: n\u00e3o suportamos injusti\u00e7as.Mas, quem suporta? Respondendo \u00e0 minha pergunta, aparentemente, ing\u00e9nua: Muita gente. Muita gente mesmo.Tudo come\u00e7ou quando eu estava na pra\u00e7a, a andar de <em>skate<\/em> de fones nos ouvidos \u2013 s\u00f3 eu, imersa na minha m\u00fasica e perdida algures nos meus pensamentos. Estava a andar sem rumo, r\u00e1pido, mas sem pressa para chegar a lado nenhum. O piso era liso, o clima ameno, mas, o vento estava contra mim. Despenteou-me, fazendo com que os meus cabelos me tapassem a vista de tal forma que, a certa altura, choquei contra algo. Ou algu\u00e9m.Dei por mim no ch\u00e3o, com as m\u00e3os no alcatr\u00e3o e os joelhos esfolados. Miraculosamente, o skate permanecia intacto a meu lado. Pelo menos isso.Era uma manh\u00e3 de ver\u00e3o em que o Sol estava bem forte, mas, estranhamente, n\u00e3o fui atacada por raios invasivos quando consegui, finalmente, abrir os olhos. Em vez disso, notei que algo, muito maior que eu, estava a fazer-me sombra. Olhei para cima, com a vista meio turva e a cabe\u00e7a a latejar, e encontrei o tronco de algu\u00e9m alto e maci\u00e7o. Al\u00e9m deste, estavam outros dois jovens com a mesma constitui\u00e7\u00e3o, os tr\u00eas juntos, a fazer uma esp\u00e9cie de barreira que impossibilitava tamb\u00e9m a passagem no passeio.Com alguma dificuldade e ainda a recuperar do impacto, levantei-me e, quando me preparava para pedir desculpa e seguir caminho, ouvi, apesar do barulho cont\u00ednuo e ensurdecedor que entoava nos meus t\u00edmpanos, um deles soltar uma exclama\u00e7\u00e3o:- Agora! \u2013 O tipo que estava no passeio agarrou o bra\u00e7o fininho e enrugado de uma senhora que acabara de fazer a esquina e ouviu-se o estrondo de uma bengala de carvalho a tombar no ch\u00e3o. Enquanto este a imobilizava, os outros dois marmanjos vasculhavam-lhe os bolsos do avental e a malinha de m\u00e3o. Primeiramente, a velhinha ficou branca como a cal, mas, logo a seguir, quando o sangue regressou ao c\u00e9rebro, tentou soltar-se, inutilmente.Eu n\u00e3o sabia o que fazer. Mas sabia que tinha de fazer alguma coisa.Aflita, olhei em redor. V\u00e1rias pessoas observavam a injusta situa\u00e7\u00e3o e nada faziam.Continuavam as suas vidas como se nada fosse. Ser\u00e1 que n\u00e3o estavam a ver o mesmo que eu?Nasceu em mim uma raiva efervescente e senti-me pronta a explodir. Mas, em vez de rebentar, como n\u00e3o guio as minhas atitudes pelas dos outros, decidi fazer algo mais que observar, comentar e ignorar.Ao fim de 30 segundos, o gangue obtivera o que queria &#8211; um envelope branco com o s\u00edmbolo do banco, a reforma da pobre velhota \u2013 e, sem qualquer cuidado ou preocupa\u00e7\u00e3o, largaram a senhora debilitada e fr\u00e1gil, come\u00e7ando a correr desalmadamente.Rapidamente, dei a m\u00e3o \u00e0 velhinha, ajudando-a a levantar-se.- Obrigada, minha linda. \u2013 Disse ela ainda a tremer, com os m\u00fasculos da cara contra\u00eddos numa tentativa de sorriso.- N\u00e3o me agrade\u00e7a ainda. \u2013 E pus-me em cima do <em>skate<\/em>.Acho que nunca tinha andado de <em>skate<\/em> t\u00e3o r\u00e1pido na minha vida. Persegui-os pela rua principal, desviando-me das pessoas e das banquinhas. Apanhei-lhes o ritmo passados apenas alguns minutos pois, para ladr\u00f5es, n\u00e3o tinham l\u00e1 muito jeito para correr. Ou era a primeira vez deles, ou estavam a pedir para serem presos, ou, ainda, acharam que ningu\u00e9m se importaria se uma entre os milhares de idosas da nossa vila envelhecida n\u00e3o recebesse a sua merecida reforma para que trabalhou a vida inteira. Mas, honestamente, o motivo, para mim, era irrelevante \u2013 tinham cometido um crime, prejudicaram algu\u00e9m, e, se dependesse de mim, iam pagar por isso.Assim que me viram, tentaram acelerar, com um ar surpreendido e cansado que contrastava com o meu olhar frio, furioso e acusador \u2013 aquele olhar. Desesperados, viraram para um beco sem sa\u00edda e encostaram-se a umas paredes antigas para recuperarem for\u00e7as. N\u00e3o quiseram saber se eu estava atr\u00e1s deles ou n\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o aguentavam. Alcancei-os, com a minha t\u00e1bua com rodas debaixo do bra\u00e7o, e, assim, dirigi-me ao rapaz que tinha visto anteriormente com o envelope na m\u00e3o.- Devolve-mo! \u2013 Exigi, num tom confiante. Senti-me poderosa e destemida at\u00e9 eles se levantarem do ch\u00e3o. Para os olhar nos olhos, tinha de olhar bem para cima, o que me tirava a autoridade e causava dores de cabe\u00e7a.Mas n\u00e3o me importei com isso.Estendi a m\u00e3o, \u00e0 espera de que me desse o que n\u00e3o lhe pertencia. Nesse momento, ele levou a m\u00e3o ao bolso, os outros desataram a rir e, de repente, senti um calafrio na espinha.Petrifiquei com o pensamento que tomou conta da minha mente: e se ele tem uma arma?Numa quest\u00e3o de segundos, agarraram-me pelos bra\u00e7os e elevaram-me no ar. O barulho do <em>skate<\/em> a cair no ch\u00e3o ecoou nas paredes degradadas e o bater do meu cora\u00e7\u00e3o fez o mesmo nos meus ouvidos.Esperneei, tentando soltar-me, mas, as minhas tentativas falhadas transformaram o seu cansa\u00e7o em poder e a minha coragem em medo.- \u00c9 t\u00e3o fofinha, a pensar que pode salvar o mundo \u2013 Gozou o l\u00edder do trio, enquanto os emplastros continuavam a rir sem parar \u2013 O mundo \u00e9 cruel, princesa. Habitua-te.Engoli em seco, irritada e furiosa. Continuei a espernear, sem efeito, at\u00e9 ficar cansada ao ponto de nem conseguir conter mais as l\u00e1grimas. S\u00f3 me restava pedir socorro, e esperar que n\u00e3o me ignorassem tamb\u00e9m.- SOCORRO! AJUDA! ALGU\u00c9M?Eles estavam a aproveitar cada segundo da situa\u00e7\u00e3o, tro\u00e7ando da minha personalidade, da situa\u00e7\u00e3o em que me tinha metido e da posi\u00e7\u00e3o em que me encontrava. Mas, felizmente, o seu momento glorioso e de divers\u00e3o durou pouco.O barulho de sapatos rasos acompanhado por uma respira\u00e7\u00e3o ofegante invadiu o caminho velho em que nos encontr\u00e1vamos e, num \u00e1pice, uma bengala de carvalho deitou ao ch\u00e3o os tr\u00eas matul\u00f5es e, consequentemente, a mim.Senti-me a ser arrastada por uma m\u00e3o muito leve e enrugada e, ao reconhecer o cheiro a sab\u00e3o e jasmim, entre l\u00e1grimas de al\u00edvio, esbocei um pequeno sorriso, sussurrando \u2013Obrigada.- N\u00e3o me agrade\u00e7as ainda, querida. \u2013 E a velhota levou-me pela m\u00e3o, at\u00e9 chegarmos \u00e0 porta de uma casinha t\u00e9rrea e modesta. Ela tirou uma chave do avental, colocou-a na ranhura, rodou a ma\u00e7aneta e guiou-me por um corredor estreito em dire\u00e7\u00e3o a uma min\u00fascula cozinha em tons cor-de-laranja. \u2013 Senta-te e p\u00f5e-te \u00e0 vontade, minha filha. Vou p\u00f4r a chaleira ao lume.Anui e cumpri a ordem. Sentei-me num sof\u00e1 de couro e coloquei uma manta nas costas para acalmar os tremores. Minutos depois, a senhora trouxe um ch\u00e1 para cada uma e sentou-se ao meu lado.- Obrigada pelo ch\u00e1. E por me salvar daquela situa\u00e7\u00e3o. \u2013 Agradeci, aquecendo as m\u00e3os na ch\u00e1vena. \u2013 Pe\u00e7o desculpa por n\u00e3o ter conseguido recuperar o seu envelope. \u2013 Disse eu enquanto dirigia meu olhar para a carpete branca sob os meus p\u00e9s, desapontada comigo mesma.Ela pousou a sua bebida na mesa \u00e0 nossa frente, colocou uma m\u00e3o na minha perna, e olhou-me de uma forma ternurenta. \u2013 Salvaste-me a vida e, gra\u00e7as a ti&#8230; &#8211; Ela retirou do bolso do avental um envelope recheado e agitou-o, triunfalmente \u2013 recuperei-o.Instantaneamente, os meus olhos brilharam e um sorriso gigante e aberto irrompeu pelos meus l\u00e1bios, fazendo com que os m\u00fasculos das bochechas me doessem. \u2013 Conseguiu!- Conseguimos. E eu \u00e9 que te tenho de agradecer. N\u00e3o sei o que teria feito ou o que teria sido de mim sem ti, Doris.- Doris? \u2013 Perguntei, de semblante franzido.- Ai, que cabe\u00e7a! \u2013 A idosa levou a m\u00e3o \u00e0 testa. &#8211; \u00c9s a neta da Doris, n\u00e3o \u00e9s?- Como \u00e9 que sabe? \u2013 Questionei, genuinamente interessada. O que tinha a minha av\u00f3 a ver com este assunto? Com esta senhora?- Eu vi logo. \u2013 Ela ignorou a minha pergunta. Soltou uma gargalhada, agarrou nas minhas m\u00e3os e disse: &#8211; Querida, tu \u00e9s o retrato dela.S\u00f3 pode estar a brincar comigo. Agora sou eu quem ri.- Essa foi a piada do dia, decididamente.- Que disparate! Porque dizes isso, minha filha?- N\u00f3s n\u00e3o somos nada parecidas! Os nossos olhos, o nosso cabelo, a nossa personalidade&#8230; completamente diferentes! \u2013 Digo isto num tom um pouco mais alto do que desejava.- Eu e tu tamb\u00e9m temos os olhos da mesma cor, e isso n\u00e3o faz de n\u00f3s iguais, pois n\u00e3o?Reconheci-te mal te vi. N\u00e3o pela cor do teu cabelo, pelas tuas formas ou pelas tuas opini\u00f5es. \u2013 A velhota levanta-se e caminha para outra divis\u00e3o, deixando-me com ainda mais perguntas. Ser\u00e1 que eu e a minha av\u00f3 partilhamos realmente alguma coisa al\u00e9m do mesmo apelido?Minutos depois, ela regressa com v\u00e1rios \u00e1lbuns de fotografias. Volta a sentar-se, entrega&#8211;mos e diz: &#8211; V\u00ea por ti pr\u00f3pria. Voc\u00eas t\u00eam o mesmo olhar.Ela liga a televis\u00e3o e eu preparo-me para descobrir o passado da m\u00e3e do meu pai atrav\u00e9s desta senhora que, aparentemente, dada a quantidade de \u00e1lbuns que tem intitulados como \u201cD\u00e9bora e D\u00f3ris\u201d, conhece muito bem a minha av\u00f3.Acho que folheei aqueles \u00e1lbuns por horas. Aquela senhora tinha toda a raz\u00e3o: em todas as fotografias, sem exce\u00e7\u00e3o, aquele olhar estava l\u00e1. No primeiro dia de aulas da D\u00e9bora e da D\u00f3ris, na primeira comunh\u00e3o da D\u00e9bora e da D\u00f3ris, no primeiro baile da D\u00e9bora e da D\u00f3ris, nos v\u00e1rios piqueniques da D\u00e9bora e da D\u00f3ris.Nessa tarde, al\u00e9m dos momentos impressos e presentes naqueles \u00e1lbuns, a tia D\u00e9bora (insiste que eu a trate dessa forma, o que, honestamente, n\u00e3o me soa assim t\u00e3o mal), ela contou-me v\u00e1rios epis\u00f3dios em que a minha av\u00f3, assim como eu, se colocou em situa\u00e7\u00f5es arriscadas para ajudar completos desconhecidos. At\u00e9 diz que foi assim que conheceu o meu av\u00f4.Fiquei a conhecer grande parte da vida da minha av\u00f3 sem precisar de estar ao seu lado.Sem precisarmos de falar. Mas, a verdade \u00e9 que, pela primeira vez, quero mesmo conversar com ela. Perguntar-lhe acerca da bombeira volunt\u00e1ria D\u00f3ris, da bibliotec\u00e1ria D\u00f3ris, da cozinheira D\u00f3ris e da lutadora D\u00f3ris que, como provam aquelas fotografias e as cartas que trocava com a amiga, teve de ter muita for\u00e7a para construir a \u201cDeslumbrante D\u00f3ris\u201d que todos conhecem, ou pensam conhecer.Realmente, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser-se neta de uma estrela de cinema.Se bem que, tamb\u00e9m n\u00e3o dever ser f\u00e1cil ser-se, simultaneamente, av\u00f3 e estrela de cinema.Deve ser dif\u00edcil tentar corresponder \u00e0s expetativas dos seus f\u00e3s obcecados e estar presente nas in\u00fameras reuni\u00f5es em que outros decidem o rumo da sua carreira, por exemplo.Mas, o que n\u00e3o deve ser nada f\u00e1cil \u00e9 querer e n\u00e3o poder arranjar tempo para conhecer a sua fam\u00edlia e, especialmente, a sua neta que, afinal, \u00e9 o seu retrato.<br><\/p>\n\n\n\n<p><em>Darla<\/em><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_1468\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"1468\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/erasmus-esl.pt\/BussolaEstudantil\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.\u00ba Classificado &#8211; 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